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Being a police officer and living with them: the impact of job demands from different perspectives

Being a police officer and living with them: the impact of job demands from different perspectives

Sousa, Bárbara Sofia Freitas

| 2026 | URI

Miscellaneous

Devido às exigências da profissão, ser policial é uma das ocupações mais stressantes, frequentemente associada a problemas físicos, psicológicos e impacto nos indivíduos e famílias. Apesar da elevada exposição a fatores de risco e elevada psicopatologia (ex.: Perturbação de Stress Pós-traumático, PSPT), muitos polícias descrevem-se resilientes. Este stresse é cumulativo e pode contaminar o contexto familiar. Esta tese teve como objetivo explorar e compreender o impacto dos desafios profissionais na saúde mental e na conciliação trabalho-família nos polícias através de um design misto sequencial exploratório com integração de perspetivas individuais, diádicas, contextuais e fisiológicas. O Eixo 1 (qualitativo) analisou entrevistas com polícias e cônjuges (Estudos 1–3), revelando sentimentos de culpa, isolamento e supressão emocional. O Eixo 2 (diádico) aplicou o modelo atorparceiro (Estudo 4), evidenciando interdependência emocional e efeitos cruzados entre sintomatologia de PSPT e depressão na díade. O Eixo 3 (quantitativo, Estudos 5–7) validou a escala de flexibilidade cognitiva, mostrou que o medo da Covid-19 intensificou o burnout, mediado por stressores ocupacionais e PSPT e o estudo 7 mostrou que o efeito da exposição traumática nos sintomas de PSPT é atenuado por recursos de resiliência (poly-strengths). O Eixo 4 (fisiológico, Estudo 8) explorou a consistência entre autorrelato e indicadores fisiológicos como a frequência cardíaca e a variabilidade da frequência cardíaca (FC-VFC), durante a evocação. Os resultados revelaram uma ativação simpática sustentada e uma supressão vagal persistente, sugerindo rigidez autónoma. Este estudo confirmou ainda uma incongruência significativa entre os indicadores fisiológicos e os psicológicos autorreportados, apontando para uma possível subvalorização subjetiva do impacto traumático. Em conjunto, os resultados evidenciam o impacto cumulativo, silencioso e profundo do stresse ocupacional e traumático nos polícias e nas suas famílias. A integração de indicadores de FC-VFC permitiu validar objetivamente a disfunção autónoma associada ao trauma, mesmo quando subvalorizada subjetivamente. A resiliência e o suporte diádico revelam-se pilares de proteção face ao desgaste crónico da profissão. Estes resultados reforçam a urgência de implementar intervenções psicossociais especializadas, culturalmente ajustadas e sistémicas e fomentar culturas organizacionais verdadeiramente trauma-informed, que reconheçam o sofrimento, e promovam o bem-estar e a sustentabilidade da profissão policial.
Due to the demands of the profession, policing is one of the most stressful occupations, frequently associated with physical and psychological problems, as well as adverse effects on both individuals and families. Despite high exposure to risk factors and elevated rates of psychopathology (e.g., Posttraumatic Stress Disorder, PTSD), many police officers describe themselves as resilient. This stress is cumulative and may spill over into the family context. This dissertation aimed to explore and understand the impact of occupational challenges on mental health and work-family balance among police officers through a sequential exploratory mixed-methods design integrating individual, dyadic, contextual, and physiological perspectives. Axis 1 (qualitative) analyzed interviews with police officers and their spouses (Studies 1–3), revealing themes of guilt, emotional suppression, and isolation. Axis 2 (dyadic) employed the actor– partner interdependence model (Study 4), demonstrating emotional interdependence and cross-partner effects between PTSD and depressive symptoms within the dyad. Axis 3 (quantitative, Studies 5–7) validated a measure of cognitive flexibility, showed that fear of COVID-19 intensified burnout—mediated by occupational stressors and PTSD, and demonstrated that the effect of traumatic exposure on PTSD symptoms is buffered by resilience resources (poly-strengths). Axis 4 (physiological, Study 8) explored the consistency between self-reported and physiological indicators, such as heart rate and heart rate variability (HR-HRV) during recall. Findings revealed sustained sympathetic activation and persistent vagal withdrawal, suggesting autonomic rigidity. This study further confirmed a significant incongruence between physiological indicators and self-reported psychological symptoms, pointing to a potential underestimation of the traumatic impact. Together, these findings underscore the cumulative, silent, and profound impact of occupational and traumatic stress on police officers and their families. The integration of HR-HRV indicators provided objective validation of trauma-related autonomic dysfunction, even when subjectively underreported. Resilience and dyadic support emerged as key protective factors against the chronic strain of police work. These results highlight the urgent need to implement specialized, culturally responsive, and systemic psychosocial interventions and to promote genuinely trauma-informed organizational cultures that acknowledge suffering and promote the well-being and long-term sustainability of the policing profession.
Esta tese de doutoramento foi também possível através do apoio financeiro da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT-2021.05085.BD), da Escola de Psicologia da Universidade do Minho, apoiada pela FCT através do Orçamento do Estado Português (UIDB/01662/2020).

Publicação

Ano de Publicação: 2026

Identificadores

ISSN: 101664656

ISBN: urn:tid:101664656